
Depois de uma vez prorrogadas as inscrições para o casamento comunitário de pessoas de religiões de Matriz Africana (Umbanda, Candomblé, Terecô) terminaram dia 23 de junho. Apesar do chamamento, inclusive com a ajuda da mídia e do jornalismo local, a adesão foi pequena.
Apenas 10 casais se inscreveram, um deles, apenas, homoafetivo. Estavam abertas 100 vagas.
Em entrevista ao programa de rádio A CONVERSA É COM ACÉLIO TRINDADE a juíza, Dra. Elaile Silva Carvalho, disse que, apesar da baixa adesão o casamento será, sim, realizado no Palácio de Insã, que fica dentro da Tenda ESPÍRITA DE UMBANDA Rainhda Iemanjá de mestre Bita do Barão, atualmente sob o comando de Mãe Janaína.
“O casamento será realizado dia 20 de julho, às 17h, no terreiro do mestre Bita do Barão como já anunciado anteriormente”, garantiu a juíza
A SUSPENSÃO DA AUDIÊNCIA PÚBLICA
Havia uma previsão de realização de audiência pública para discutir diversos assuntos como questões relacionadas à lei da proibição dos foguetes que são muito utilizados em rituais destas religiões e taxas para expedição de licença para que estes terreiros façam suas festas, dentre outros problemas.
“A baixa adesão voltada para o casamento comunitário eu resolvi que a gente não vai realizar essa audiência pública agora no mês de julho e, posteriormente, se as lideranças de religiões de matriz africana procurarem ao juízo da 1ª Vara a gente faz”, frisou a magistrada.