Blog do Daniel Sousa Codó - Jornalismo Verdade

Maranhão chega a 224 Restaurantes Populares após inauguração de quatro novas unidades

Mais quatro unidades do Restaurante Popular foram inauguradas, pelo Governo do Maranhão, contemplando as cidades de Maracaçumé, Governador Nunes Freire, Maranhãozinho e Capinzal do Norte. O Estado possui a maior rede de segurança alimentar da América Latina e, com as novas entregas, totaliza 224 equipamentos em funionamento, garantindo refeições nutritivas a preços acessíveis.

Foto Divulgação

As entregas contaram com a presença do governador do estado, Carlos Brandão, que fez questão de destacar o apoio às cidades em todas as regiões, por meio do municipalismo, o que possibilita a expansão das políticas públicas para a população. O auxílio aos municípios ocorre em várias frentes, contemplando áreas como infraestrutura, saúde, cidadania e segurança alimentar.

Mais um dia de um governo municipalista. Estamos começando pelo município de Maracaçumé, depois Governador Nunes Freire, Maranhãozinho e Capinzal do Norte. Em todos vamos inaugurar Restaurantes Populares, mas existem outros equipamentos que também estamos entregando, como retroescavadeiras, ambulâncias, caminhonetes, Viva/Procon, Estação Tech e muito mais”, frisou o governador.

O Restaurante Popular beneficia principalmente a população mais vulnerável, uma vez que o valor das refeições é subsidiado pela gestão estadual, e o consumidor paga apenas um preço simbólico. O café da manhã é servido a R$ 0,50, enquanto o almoço e o jantar custam R$ 1,00 cada, totalizando R$ 2,50 pelas três refeições do dia para cada pessoa. Com esse valor, a população consegue acesso à alimentação de qualidade. A previsão é de que, até julho, sejam inauguradas mais 23 unidades, ampliando a capilaridade do programa nos 217 municípios maranhenses.

A subsecretária de Estado de Desenvolvimento Social, Marijôse Santos, definiu o dia de entregas como uma conquista para a população do estado, especialmente para as famílias que mais precisam do serviço.

É um dia de muitas conquistas, em que estamos entregando quatro equipamentos de grande importância para a população. A gestão é muito sensível à causa da segurança alimentar, do combate à fome, ao desperdício e à vulnerabilidade. Estamos chegando à mesa de mais de 220 mil pessoas todos os dias com os Restaurantes Populares”, observou.

Para a prefeita de Maranhãozinho, Maria Deusa Lima Almeida, conhecida como Deusinha, a inauguração representa o fortalecimento da segurança alimentar no município e, sobretudo, demonstra a importância do municipalismo, que tem auxiliado a gestão municipal em diversas áreas.

É um momento de muita felicidade estarmos aqui com o governador para inaugurar esse Restaurante Popular, que é uma obra em benefício da população em geral, tanto pela comida de qualidade e preço acessível quanto pela geração de renda com os empregos criados na unidade. É um momento de gratidão ao governo por essa parceria e por várias ações. Recebemos uma retroescavadeira na semana passada, uma ambulância e há muito mais por vir”, ressaltou a prefeita.

O sentimento de gratidão pelo apoio da gestão estadual também foi destacado pelo prefeito de Maracaçumé, Ruzinaldo Guimarães de Melo, conhecido como Tio Gal.

O município está recebendo equipamentos que vão beneficiar a população. Só temos gratidão ao Governo do Estado por tudo o que está fazendo pela cidade de Maracaçumé”, comentou.

A cidade de Governador Nunes Freire recebeu uma unidade do Restaurante Popular e o anúncio da pavimentação de cinco quilômetros de vias urbanas. O vice-prefeito da cidade, Kaian Fonseca, destacou a importância da inauguração da unidade.

“O Restaurante Popular é um instrumento ímpar para Governador Nunes Freire e, com certeza, vai transformar para melhor a vida da população. Em nome do prefeito Luís Fernando, só temos a agradecer ao governo por se preocupar com a segurança alimentar de todo o estado do Maranhão e presentear o município com esse equipamento”, declarou o vice-prefeito.

Em Capinzal do Norte, além do Restaurante Popular, a gestão estadual inaugurou uma unidade do Viva/Procon, entregou uma retroescavadeira para atender agricultores familiares, uma caminhonete por meio do Programa Coopera Maranhão para auxiliar as atividades da Câmara Municipal e kits de trabalho para os agentes de saúde.

Esse é um governo municipalista que tem um olhar voltado para os municípios. Por isso, temos uma pavimentação asfáltica que contemplou a avenida principal e parte das ruas. O município recebeu uma ambulância há alguns dias. Teremos ainda a obra da Areninha, que será construída na Santa Cruz, além da reforma do colégio estadual e do hospital. São várias obras do governo estadual”, frisou o prefeito Abnadar Portela.

Durante a solenidade, o vereador Ruan Kennedy representou a Câmara de Vereadores de Capinzal do Norte e destacou a importância do diálogo do governo estadual para conhecer as demandas existentes nos municípios. Ele ressaltou a ação do Programa Coopera Maranhão com a doação de veículos para auxiliar as atividades do Legislativo.

A Câmara Municipal precisa de um veículo para exercer seu papel fiscalizador, e isso é muito importante. Além disso, por saber que o município de Capinzal do Norte precisa de infraestrutura, o governo enviou ações do Programa Mais Asfalto para cá. Estamos com as ruas asfaltadas. Então, é importante o governo conhecer as necessidades do município”, assinalou.

Foto Divulgação

Refeição de qualidade

A população aprovou a entrega das unidades do Restaurante Popular. No município de Maracaçumé, a funcionária pública Aldine Cunha ressaltou que as refeições são preparadas com orientação de nutricionistas e beneficiam toda a população.

“Muitas pessoas que trabalham, ao chegar em casa, não têm tempo de preparar o almoço e agora poderão vir ao restaurante e comprar uma refeição balanceada e com preço acessível. É um benefício para todos, só temos a agradecer”, comentou.

Também moradora de Maracaçumé, Francinilde Ribeiro fez questão de acompanhar a inauguração e lembrou que, para os mais vulneráveis, a unidade representa uma alternativa contra a fome.

É um benefício muito bom que o governo trouxe, pois tem muita gente sem o que comer em casa. Então, esse restaurante que está sendo inaugurado hoje é bom demais. Eu achei uma maravilha, é algo muito bom, e o governo está de parabéns”, afirmou.

No município de Maranhãozinho, o aposentado Claudecir Vieira participou da inauguração e elogiou a iniciativa. Ele já experimentou refeições servidas em unidades do Restaurante Popular em outros municípios, como Centro Novo e Araguanã, e parabenizou a parceria que possibilitou a chegada do restaurante à cidade.

“É uma obra muito boa para o município porque esse Restaurante Popular é para todo mundo. Para os pobres, para quem vem de longe ou de perto, para quem vem do interior. Eu já almocei nos Restaurantes Populares de Centro Novo, Santa Luzia do Paruá e Araguanã. A comida é deliciosa, é bom demais para todos”, relatou.

A professora auxiliar Cilene de Andrade esteve presente na inauguração do equipamento em Governador Nunes Freire.

“É muito importante para as pessoas que não têm condições de comprar alimento. Com R$ 1,00, a pessoa consegue almoçar ou jantar, então é muito importante. Todos que eu conheço falam que a comida do restaurante é muito gostosa, uma alimentação de qualidade”, disse.

Foto Divulgação

Cuidar de Todos

A agenda nos quatro municípios também contemplou a entrega de kits de trabalho para os agentes comunitários de saúde e agentes de endemias. A medida faz parte do Programa Cuidar de Todos, no eixo Atenção Primária à Saúde. Os servidores municipais receberam fardamento, bolsas e tablets, que vão ajudar a modernizar o registro de visitas e agilizar a coleta de dados em campo.

“O tablet é uma ferramenta importante para nós, que trabalhamos como agentes de saúde, e a maioria utiliza o próprio celular para isso. Então, eu fico muito agradecida ao governo por essa grande entrega”, relatou a agente comunitária de saúde Ana Lúcia Lima, que atua no município de Maracaçumé.

Já Valquíria Silva, que trabalha há 20 anos como agente comunitária de saúde em Maranhãozinho, ressaltou a importância do trabalho realizado pela categoria, que funciona como a primeira frente de atendimento das demandas da Atenção Básica.

“Temos um trabalho de grande importância à frente da saúde do nosso município porque somos o elo entre a UBS [Unidade Básica de Saúde] e as famílias da comunidade. Somos muito gratos em saber que o Governo do Estado está preocupado com a saúde do município, com esse olhar tão atencioso e trazendo a tecnologia dos tablets para que possamos desenvolver melhor o nosso trabalho”, disse.

A iniciativa representa um salto tecnológico para a Atenção Primária à Saúde (APS), fortalecendo a integração de dados e o planejamento das ações em todo o estado. A entrega dos fardamentos também reforça a valorização dos agentes, fortalecendo a identidade das equipes e o reconhecimento do trabalho desenvolvido diariamente junto à população.

Do Maranhão, apenas Paulo Marinho Jr. votou contra fim da escala 6 x 1

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6 x 1. Foram 472 votos a favor e apenas 22 contra no segundo turno de votação.

Pelo Maranhão, apenas o deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL) votou contra a proposta.

O texto agora segue para o Senado Federal, onde precisará do apoio de 3/5 dos parlamentares (49 votos dos 81 senadores).

Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos nas duas Casas do Congresso, com texto idêntico em ambas.

A PEC prevê uma transição curta para a mudança da jornada de trabalho, o que pode trazer impactos para os trabalhadores ainda neste ano.

Maranhão está entre estados com maior redução do desmatamento no Brasil, aponta MapBiomas

O Maranhão está entre os estados brasileiros que mais reduziram o desmatamento em termos absolutos, com queda superior a 50 mil hectares de vegetação nativa devastada, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pelo MapBiomas.

O levantamento mostra que o Brasil alcançou, em 2025, um marco importante no monitoramento ambiental: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano.

No Maranhão, os resultados refletem as políticas públicas de preservação ambiental implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

Entre as estratégias adotadas pelo Maranhão para prevenir, controlar e reduzir o desmatamento estão programas de monitoramento, fiscalização, recuperação ambiental e incentivo a práticas sustentáveis.

Destaque para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ/MA), responsável pela articulação de ações de prevenção, monitoramento e combate; o Programa Floresta Viva Maranhão, voltado à conservação ambiental e ao estímulo de práticas sustentáveis; e o Programa Maranhão Sem Queimadas, que atua diretamente no enfrentamento das queimadas e no fortalecimento das medidas preventivas.

Além disso, o estado intensificou a fiscalização ambiental, ampliando ações de monitoramento e combate a infrações, e reforçou a regularização fundiária e ambiental, visando maior controle territorial e ordenamento das áreas.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, atribuiu os resultados às políticas ambientais implementadas nos últimos anos.

“A redução de desmatamento que o estado do Maranhão vem apresentando nos últimos anos é resultado de políticas de recuperação ambiental, monitoramento via satélite e ações de conservação com impacto direto no desenvolvimento sustentável, manter esse propósito é fazer investimento para o futuro, é unir forças para proteger o patrimônio natural do estado”, assinalou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas.

A Sema destaca ainda os investimentos realizados pelo Governo do Maranhão em geotecnologias e estruturas estratégicas para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental e fortalecer as operações de fiscalização em campo. O estado também mantém rígido controle sobre autorizações ambientais.

Outro eixo considerado essencial na estratégia ambiental maranhense é a atuação integrada com órgãos federais e organizações ambientais, além do incentivo contínuo a práticas sustentáveis.

Entre os avanços apontados pela secretaria está a aprovação de Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA), responsáveis pela recuperação de 132.561,2311 hectares de áreas em regeneração no território maranhense.

Os números reforçam uma tendência de redução dos índices ambientais no estado. Em 2024, o Maranhão registrou queda de 34,3% no desmatamento. Já em 2025, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontaram redução de 35,80% no bioma Amazônia e de 19,35% no Cerrado dentro do estado.

A Sema afirma que as medidas em andamento buscam consolidar a redução do desmatamento, conciliando preservação ambiental com desenvolvimento econômico sustentável.

MARANHÃO SEM QUEIMADAS

O combate às queimadas segue como uma das principais frentes do Maranhão no enfrentamento ao desmatamento. A sexta edição das operações Maranhão Sem Queimadas e Protetor dos Biomas, realizada no ano passado, resultou no combate a cerca de 5,5 mil incêndios florestais e em vegetação, registrados tanto em áreas urbanas quanto rurais do estado.

Para ampliar a eficiência das ações, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) firmou parceria com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) para desenvolver uma plataforma voltada ao combate e à prevenção dessas ocorrências, permitindo maior precisão na identificação de áreas de risco e monitoramento em tempo real.

O comandante-geral do CBMMA, coronel Célio Roberto, ressaltou que os resultados são fruto da integração entre prevenção, tecnologia e atuação operacional.

“Com efetivo capacitado, equipamentos e tecnologia de ponta, estamos, a cada edição, expandindo a proteção dos nossos biomas e ampliando a capacidade de resposta em todo o Maranhão”, pontuou o coronel Célio Roberto.

As ações do Maranhão Sem Queimadas incluem monitoramento permanente, campanhas educativas, conscientização ambiental e combate direto às queimadas ilegais. O trabalho utiliza viaturas, drones, equipamentos de combate e proteção individual, além de promover orientações nas comunidades sobre prevenção, riscos e uso responsável do fogo.

Realizado em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o programa contou, em sua sexta edição, com adesão de 100 municípios maranhenses.

Para 2026, o Governo do Maranhão prevê a ampliação do programa, que passará a atender 142 municípios com ações diretas e indiretas. A programação inclui treinamento de brigadistas, doação de equipamentos, atividades preventivas e nivelamento técnico junto às secretarias municipais de meio ambiente, fortalecendo a atuação integrada no combate às queimadas em todo o território estadual.

O Maranhão Sem Queimadas é executado de forma integrada entre a Sema, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, órgãos municipais, estaduais, federais e representantes da sociedade civil.

Além das operações presenciais, o programa conta com monitoramento contínuo por satélite, permitindo identificar focos de calor e mapear áreas atingidas em diferentes regiões do estado.

Com informações, do O INFORMANTE

Debate sobre exploração da Margem Equatorial insere o Maranhão na Economia do Mar

A corrida por novas reservas de petróleo coloca o Maranhão no mapa das grandes disputas energéticas do país. Com litoral estratégico, proximidade das rotas do Atlântico Norte e potencial para exploração offshore, o estado passou a ocupar posição central no debate sobre a Margem Equatorial, área apontada pelo governo federal e pelo setor industrial como a principal aposta brasileira para sustentar arrecadação, empregos e investimentos nas próximas décadas.

A discussão sobre a Margem Equatorial ganhou espaço na agenda econômica do Maranhão e mobilizou representantes do governo federal, indústria do petróleo, setor naval e especialistas em logística durante o 7º Seminário Economia do Mar, realizado pela Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR) com correalização da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e do SEBRAE Maranhão, em São Luís.

A Margem Equatorial corresponde a uma extensa faixa marítima entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. A região inclui bacias sedimentares com potencial para exploração de petróleo e gás em águas profundas. No Maranhão, as áreas de maior interesse concentram-se nas bacias Pará-Maranhão e Barreirinhas. Estudos demandados pela FIEMA estimam potencial entre 20 e 30 bilhões de barris recuperáveis.

O tema passou a integrar o debate sobre Economia do Mar no estado. O conceito reúne atividades ligadas a portos, logística, indústria naval, energia, pesca, turismo e inovação conectadas ao litoral. Com 640 quilômetros de costa e posição estratégica no Arco Norte, o Maranhão tenta transformar localização geográfica em atividade industrial e renda.

IMPACTO PARA O BRASIL – Carlos Cabral, diretor do Departamento de Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), explicou que a Margem Equatorial representa uma nova fronteira energética para o país.

Segundo ele, o Brasil precisa acelerar a descoberta de reservas para evitar perda de arrecadação e redução da capacidade de investimento nas próximas décadas.

“Explorar petróleo e gás é solução para o Brasil”, disse. Cabral defendeu licenciamento ambiental mais rápido e expansão da infraestrutura de apoio. Também argumentou que o petróleo seguirá relevante na matriz energética global até 2050, mesmo com o avanço da transição energética e dos biocombustíveis.

A avaliação do setor privado segue na mesma direção. Felipe Carvalho, gerente de Relações Governamentais do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), afirmou que a Margem Equatorial pode ampliar a competitividade industrial brasileira e atrair fornecedores de equipamentos, engenharia e tecnologia.

“Precisamos de celeridade com segurança regulatória”, afirmou. Segundo Carvalho, o ciclo do petróleo exige previsibilidade porque os investimentos levam anos até chegar à produção. Ele citou a necessidade de regras tributárias estáveis e de simplificação dos processos de licenciamento.

MARGEM EQUATORIAL PARA O MARANHÃO – A FIEMA acompanha esse debate desde 2020 e defende a exploração da região como vetor econômico para o estado. Em fevereiro, a entidade divulgou projeções do Observatório Nacional da Indústria que indicam possibilidade de incremento de até R$ 10,9 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) maranhense, que em 2023 foi de R$ 149,2 bilhões (IBGE), e geração superior a 50 mil empregos caso a exploração avance.

Luiz Fernando Renner, vice-presidente da FIEMA e presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial e Inovação (CODIN), da Federação, destacou que a Margem Equatorial pode representar uma grande oportunidade de desenvolvimento para o Maranhão.

Segundo ele, o estado precisa mudar sua postura em relação às atividades marítimas e passar a enxergá-las como geradoras de riqueza, renda e emprego.

Para Renner, experiências de outros estados como o Rio de Janeiro mostram que o desenvolvimento do setor depende de organização institucional e integração entre governos, empresas e entidades de apoio.

O vice-presidente destacou ainda que o debate precisa alcançar comunidades tradicionais e trabalhadores do litoral, como pescadores, marisqueiras e coletores de caranguejo. “A economia do mar precisa chegar às pessoas que vivem do litoral”, afirmou Renner.

INFRAESTRUTURA MARÍTIMA – A exploração da Margem Equatorial, porém, depende de estrutura logística e capacidade naval. Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, afirmou que o país precisa ampliar sua frota para reduzir dependência internacional no transporte marítimo. “Sem navio e terminal, não há soberania logística”, afirmou. Bassi chamou atenção para a ausência de refinaria no Maranhão e disse que a exploração offshore exigirá investimentos em portos, terminais, apoio marítimo e construção naval. Em suma, o estado precisa preparar infraestrutura antes do início das operações para não perder espaço nessa cadeia produtiva.

A discussão sobre Economia do Mar também envolve as cidades costeiras. Gabriela Campagna, subsecretária Adjunta e subsecretária Adjunta Interina de Energia da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar (SEENEMAR), disse que o desenvolvimento do litoral depende de integração entre setores públicos e privados. “Economia do mar é integração”, resumiu. Gabriela defendeu ainda planejamento territorial e articulação entre energia, logística, inovação e sustentabilidade.

O presidente da ABEEMAR, João Azeredo, afirmou que o Brasil ainda discute pouco o potencial econômico do litoral, apesar dos mais de 8 mil quilômetros de costa e da diversidade de atividades ligadas ao mar.

Segundo ele, a economia do mar exige visão integrada entre setores como petróleo, energia offshore, turismo, náutica, logística e portos. “O Brasil ainda olha pouco para o mar como ativo econômico”, declarou.

Azeredo disse que o Maranhão reúne condições estratégicas para ampliar participação nesse setor e destacou a necessidade de disseminar uma cultura marítima no estado. E, nesse sentido, acrescentou que a FIEMA exerce papel importante na articulação da cadeia produtiva ao aproximar grandes empreendimentos de fornecedores locais.

“O debate precisa avançar para medidas concretas, como a implementação do selo azul e do selo de Cidades Costeiras, voltados ao fortalecimento da gestão pública nos municípios do litoral”, finalizou.

Operação São João Seguro reforça fiscalização e prevenção de acidentes com fogos no Maranhão

Ação integra mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e busca prevenir acidentes e práticas clandestinas durante o período junino

Foto: Reprodução/ GOVMA

A Operação São João Seguro segue intensificando as ações de fiscalização e prevenção no Maranhão durante o período junino, com foco no combate ao comércio irregular de materiais explosivos e na promoção da segurança da população.

De acordo com os organizadores da operação, a iniciativa atua no cumprimento das normas de segurança relacionadas ao armazenamento, comercialização e uso de fogos de artifício, além de reforçar a necessidade de adequação às exigências legais.

“Os regulamentos de prevenção e combate a incêndios do Estado do Maranhão”, explica.

Mais do que uma ação de fiscalização, a Operação São João Seguro reforça o compromisso do Estado com a proteção da vida, a prevenção de acidentes e o combate a práticas clandestinas que colocam em risco trabalhadores, comerciantes e a população.

A mobilização também ocorre em consonância com medidas de prevenção e fiscalização fortalecidas após a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Fábrica de Fogos, que evidenciou a necessidade de atuação permanente do poder público para evitar novas tragédias envolvendo materiais explosivos.

O caso reforçou a importância de políticas públicas voltadas à fiscalização rigorosa, prevenção de riscos e proteção de trabalhadores e consumidores envolvidos direta ou indiretamente com a comercialização de fogos de artifício.

A Operação São João Seguro integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

As ações ocorrem simultaneamente em diversos estados brasileiros, especialmente em regiões onde as festividades juninas movimentam grande fluxo de pessoas e intensificam o uso e comércio de fogos de artifício.

Fonte: GOVMA

PEC do fim da escala 6 x 1 depende, agora, de aprovação no Senado

Com placar elástico nas votações em dois turnos, Câmara dá aval à proposta que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Parlamentares comemoram aprovação: PEC estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos - (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

A Câmara aprovou, na noite dessa quarta-feira, a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6 x 1. O texto recebeu aval com 472 votos favoráveis a 22 contrários, no primeiro turno, e de 461 x 19, no segundo, bem acima do mínimo de 308 votos exigidos para alterações na Constituição. Agora, a proposta segue para avaliação do Senado.

A PEC reduz a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas e amplia o descanso semanal para duas folgas, sendo uma delas preferencialmente aos domingos — sem redução do salário. Também estabelece uma transição de até 14 meses para a implementação das mudanças.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a mudança leva qualidade de vida aos trabalhadores. “Mais do que falar sobre horas trabalhadas, o debate que fizemos aqui foi sobre tempo de vida. É sobre o direito de viver e não apenas sobreviver”, enfatizou.

O parecer aprovado em plenário teve como base o substitutivo do deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), elaborado a partir da PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e da PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (PSol-SP). “Pela primeira vez, o Parlamento brasileiro faz uma reforma que influencia a vida do povo. São 37,8 milhões de brasileiros e brasileiras que serão protegidos e melhorarão sua vida”, enfatizou Lopes. “A escala rouba a esperança, rouba a dignidade e é ainda mais perversa às mulheres, às mães, à comunidade jovem, que se vê completamente massacrada em uma escala de trabalho que não permite que a pessoa tenha vida. As pessoas precisam trabalhar para viver, e não viver para trabalhar”, frisou Erika Hilton.

Horas antes, a comissão especial da Câmara havia aprovado o texto-base da PEC por 34 votos favoráveis e quatro contrários.

Parlamentares ligados ao setor produtivo argumentam que a redução da jornada pode elevar custos para empresas, pressionar a inflação e dificultar o funcionamento de setores essenciais da economia.

Troca de farpas

Na queda de braço sobre a PEC, o PL tentou emparedar os apoiadores da 6 x 1, ao lançar proposta de jornada de 4 x 3 — quatro dias de trabalho e três de descanso semanal. A ofensiva provocou forte reação da base governista e transformou a tramitação da PEC em uma disputa de narrativas entre governo e direita sobre quem, de fato, representa os interesses dos trabalhadores.

Na terça-feira, após reunião da bancada, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou que a legenda apresentaria destaque para a escala 4×3. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que o partido quer “o trabalhador trabalhando menos, descansando mais e ficando ao lado da família” e provocou legendas de esquerda ao cobrar apoio ao texto. “Quero ver os petistas colocando a digital deles nessa proposta”, declarou.

Ao Correio, o deputado André Fernandes (PL-CE) disse que a oposição decidiu deixar de enfrentar diretamente pautas populares apresentadas pelo Executivo. “Chega de tentar barrar proposta populista do governo, e a oposição sair como vilã”, justificou. “O que eles querem é sair como defensores do povo trabalhador, e depois a rebordosa vir no ano que vem.”

A base governista revidou. A deputada Maria do Rosário (PT-RS) classificou a proposta do PL como “cínica” e acusou a direita de tentar inviabilizar o acordo construído entre governo, centrais sindicais e parlamentares. “A oposição não quer nem a 5×2. Quer manter a 6×1. Agora aparece defendendo três dias de descanso. Isso é um jogo de cena parlamentar”, disparou.

Segundo a parlamentar, o modelo 4×3 nunca foi discutido com entidades sindicais nem possui respaldo suficiente para avançar no Senado. Para ela, a proposta foi apresentada apenas para dividir o plenário e dificultar a aprovação do texto negociado. “Dividindo o plenário, eles inviabilizam os dois dias de descanso”, declarou.

A deputada Erika Hilton elevou o tom contra a oposição e acusou o grupo de tentar “enterrar” a PEC por meio de uma manobra política. Segundo ela, parlamentares da direita passaram meses atacando a proposta de redução da jornada e mudaram de discurso apenas após perceberem o apoio popular à pauta. “Eles fizeram tudo para impedir. Agora querem enterrar a proposta de forma discreta para manter a 6×1”, afirmou.

Fonte: Correio Braziliense

Maranhão tem taxa de 4,4 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes, aponta Atlas da Violência

O Maranhão registrou taxa de 4,4 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes em 2024, índice acima da média nacional, que ficou em 3,4 mortes por 100 mil mulheres, segundo dados do Atlas da Violência 2026.

O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que o estado maranhense permanece entre os locais do país com níveis elevados de violência letal contra mulheres.

No cenário nacional, o Brasil contabilizou 3.642 mulheres assassinadas em 2024, uma redução de 6,7% em relação a 2023, quando foram registrados 3.903 casos.

Apesar da queda geral, os dados revelam desigualdades regionais importantes, com estados das regiões Norte e Nordeste concentrando algumas das maiores taxas.

No Nordeste, o Maranhão aparece com índice superior à média brasileira e próximo de outros estados da região, como Ceará (5,7), Bahia (5,4) e Pernambuco (5,4). Já estados como Rio Grande do Norte (2,8), Sergipe (2,2) e Paraíba (3,4) registraram números menores.

Os pesquisadores alertam que os indicadores exigem cautela. Segundo a socióloga e diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, houve crescimento dos registros classificados como mortes violentas de “causa indeterminada”, o que pode esconder assassinatos não corretamente identificados.

VIOLÊNCIA DENTRO DE CASA

O estudo mostra ainda que 35,2% dos assassinatos de mulheres no Brasil ocorreram dentro das residências das vítimas, percentual que permaneceu estável em comparação com 2023.

Segundo os pesquisadores, os homicídios femininos ocorridos dentro de casa não acompanharam a tendência de queda observada em outros tipos de violência letal. Isso evidencia que a violência doméstica segue resistente, mesmo diante da redução geral dos homicídios.

Para estados como o Maranhão, onde a taxa permanece acima da média nacional, os dados reforçam o desafio de fortalecer políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, combate à violência doméstica e ampliação da rede de acolhimento.

MULHERES NEGRAS

O Atlas também aponta que as mulheres negras continuam sendo as maiores vítimas da violência letal no país. Das 3.642 mulheres assassinadas em 2024 no Brasil, 2.457 eram pretas ou pardas, representando 67,5% dos casos.

Além da violência letal, houve aumento da violência doméstica não fatal. Em 2024, o Brasil registrou 293.842 mulheres vítimas de violência não letal, com crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior. A maior parte dos casos ocorreu em ambiente doméstico.

Os dados indicam avanço das notificações de violência sexual, negligência e agressões domésticas, reforçando o cenário de vulnerabilidade feminina no país e os desafios para estados nordestinos como o Maranhão.

Brandão celebra aprovação do fim da escala 6×1: “Mais qualidade de vida ao trabalhador”

Governador Carlos Brandão cumpre missão oficial em Roma e Londres - Carlos  Brandão

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, comemorou nas redes sociais a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial.

Na publicação, o governador classificou a medida como um avanço importante para os trabalhadores brasileiros e destacou os impactos positivos da proposta na qualidade de vida da população.

A proposta aprovada pelos deputados altera o modelo tradicional de jornada em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um de descanso. O texto agora segue para análise do Senado Federal.

O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses em diferentes setores da sociedade, especialmente entre trabalhadores e entidades sindicais, que defendem jornadas mais equilibradas e melhores condições de trabalho.

A manifestação de Carlos Brandão reforça o posicionamento de apoio do governador à pauta trabalhista e à ampliação de direitos voltados à qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

Projeto Ecoar celebra protagonismo local com premiação de iniciativas de sete estados

Projeto Ecoar celebra protagonismo local com premiação de iniciativas de sete  estados – Equatorial Energia Pará

Iniciativa do Instituto Equatorial e da Fundação Roberto Marinho promoveu a formação em economia criativa e premiou 21 projetos

O projeto Ecoar celebrou, no dia 20 de maio, a conclusão de sua jornada formativa com um evento realizado no Centro Cultural Mandingueiros do Amanhã, em São Luís-MA. A iniciativa, promovida pelo Instituto Equatorial em parceria com a Fundação Roberto Marinho, por meio da co.liga – escola digital e gratuita de tecnologia, economia criativa e desenvolvimento de projetos.

O evento reuniu participantes, parceiros e convidados para reconhecer os 7 projetos vencedores em 1º lugar no Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul. Ao longo do programa, mais de duas mil pessoas se inscreveram para participar das atividades desenvolvidas nos sete estados.

O Ecoar ofereceu conteúdos e experiências práticas voltadas ao desenvolvimento de projetos criativos conectados às realidades, vocações e potencialidades de cada território. O projeto incentivou a participação da população local em processos formativos que abordaram planejamento, comunicação, criatividade e impacto social, sempre valorizando os talentos, conhecimentos e iniciativas já existentes em cada região.

Na etapa final, os participantes desenvolveram propostas voltadas ao fortalecimento de iniciativas locais e ao desenvolvimento comunitário. Ao todo, três iniciativas de cada estado foram selecionadas e premiadas, destacando projetos com potencial de impacto social e econômico nas comunidades. Durante o evento, os premiados em 1ºlugar apresentaram suas propostas ao público.

Projeto Ecoar celebra protagonismo local com premiação de iniciativas de sete  estados

Para Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial, a iniciativa reforça o potencial transformador da cultura aliada à formação. “O Ecoar demonstra que, quando oferecemos formação e oportunidades, as próprias comunidades constroem soluções potentes para seus territórios. Encerrar essa jornada celebrando iniciativas tão diversas e de grande impacto reforça nosso compromisso com a transformação social por meio da cultura e da economia criativa”, destaca.

A cerimônia de encerramento do projeto contou ainda com a presença do secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, além de representantes de instituições parceiras responsáveis pela implementação do projeto nos territórios, como a Casa das Juventudes (GO), Gira Mundo (AP), Instituto Avante (PI) e IESTI (MA).

Conheça todos os projetos premiados em:
https://coliga.digital/pt-BR/oportunidades/editais/edital-ecoar

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

Prefeitura de Codó realiza mutirão de cadastros do programa “A Casa é Sua” neste sábado (30)

A Prefeitura de Codó realizará neste sábado, 30 de maio, um grande mutirão de cadastros para o programa “A Casa é Sua”, destinado aos moradores dos bairros Santa Terezinha, Codó Novo, Nova Jerusalém e São Pedro. A ação acontecerá das 8h às 14h, no CMEI Gilberto Carvalho, localizado na Praça do Codó Novo.

O objetivo da iniciativa é garantir mais segurança jurídica às famílias por meio da regularização e emissão do título de propriedade dos imóveis. A ação reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização da moradia digna e o direito à propriedade.

Para participar do cadastro, os moradores devem comparecer ao local portando a documentação necessária. É necessário apresentar cópia do documento oficial com foto, comprovante de endereço atualizado em nome do beneficiário e comprovante de posse do imóvel desde 2016.

Também serão exigidos documentos específicos conforme a situação civil do morador:

• Viúvos: cópia da certidão de óbito;

• Divorciados: cópia da averbação do divórcio;

• Conviventes: cópia da escritura de união estável ou declaração.

 

A Prefeitura reforça a importância da participação da comunidade e destaca que esta é uma oportunidade para garantir oficialmente a propriedade do lar.

 

É hora de garantir o título de propriedade do seu lar. Não perca essa oportunidade!

 

Assessoria de Comunicação

Prefeitura Municipal de Codó