
Nos últimos dias, a fumaça produzida pela queima de resíduos sólidos no lixão de Codó voltou a incomodar os moradores do bairro Codó Novo e adjacências. Um problema crônico que persiste há décadas no município.
São vários os transtornos causados pela fumaça do lixão, que vão desde prejuízos financeiros até doenças respiratórias. Mulheres grávidas, idosos e crianças, em especial as recém-nascidas, são quem mais sofrem com a fumaça produzida pela queima dos resíduos.
MUITA MÍDIA, POUCO TRABALHO
No início de 2021, membros do governo Zé Francisco estiveram no lixão prometendo soluções, porém nada mudou em quase três anos.
Onerosa e improdutiva, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM), pasta comandada por Nicole Veras (foto), nora do prefeito, permanece inerte diante dos problemas ambientas de Codó, principalmente em relação ao lixão.
Custando R$ 45 mil por mês aos pagadores de impostos, os serviços prestados pela SEMMAM se resumem a doações de mudas e sementes, instalação de placas “não jogue lixo aqui”, plantar árvores em canteiros e distribuir panfletos pela cidade.
Recentemente, a SEMMAM criou o “Bolsa Catador”, que consiste em repassar dinheiro público para alguns catadores de materiais recicláveis de Codó.
Pouco efetivo, o programa serve mais como uma “compra de votos velada” para as eleições de 2024.
CADÊ O ATERRO SANITÁRIO?
No ano de 2020, uma das promessas de campanha do então candidato Zé Francisco era a construção do 1º Aterro Sanitário Municipal, em área não periférica a zona urbana, com previsão de conclusão até o 2º ano da gestão administrativa, ou seja, até o final de 2022.
Até o filho do prefeito, Pedro Neres, candidato a deputado estadual nas Eleições de 2022, usou o lixão de Codó como uma das suas bandeiras de campanha.
Pedro Neres não foi eleito.
MPMA COBRA SEMMAM, MAS…
Em 2022, após receber várias reclamações na 2ª Promotoria de Justiça relatando as queimadas no lixão, o Promotor de Justiça Weskley Pereira de Morais solicitou da SEMMAM a apresentação do plano municipal de gerenciamento de resíduos sólidos de Codó.
O documento nunca foi apresentado ao povo codoense.
Fica evidente a incompetência do governo Zé Francisco em lidar com os problemas ambientais de Codó.
Resta saber até quando durará o silêncio dos membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente e da Câmara Municipal de Codó, assim como a falta de manifestação, nas ruas, por parte do principal prejudicado: o povo.
FONTE: DIÁRIO CODOENSE