Blog do Daniel Sousa Codó - Jornalismo Verdade

Zé Francisco nega precatórios, mas ouve na cara que já está despachado sobre votos da categoria dos educadores em 2024

Candidato Zé Francisco se comprometendo em 2020

O prefeito, após cair do cavalo, sem se ferir,  na Afonso Pena quando participava da Cavalgada de São Raimundo, participou da reunião com os professores no Salão Nobre da Prefeitura na manhã de 31/08/2023.

Foi o Zé Francisco de sempre, sustentou na cara dos professores que não vai repassar nada dos R$ 4,2 milhões sob a justificativa de trata-se de juros de mora e não do valor principal dos precatórios FUNDEF.

No entanto, foi constrangido a se ver fora de sua super bolha, longe de seu multiverso (universo paralelo ao real),  quando professores como Antonio Celso e Virgínia Trindade usaram o microfone.

Celso começou resgatando o dia em que o então candidato foi até a sede do SINTSERM assinar um documento dizendo tudo que ia fazer pela categoria, a começar da escolha do secretário de Educação que seria indicação dos próprios professores.

Lembrou também que Zé havia dito que 15 dias após ser diplomado e tomar posse se reuniria com os professores do SINDICATO para transformar em realidade aquilo que prometeu e assinou. Mas já naqueles primeiros meses, lembrou Celso, o verdadeiro Zé Francisco se revelou.

Especificamente sobre precatórios, Antonio Celso comparou Zé com Nagib, vendeu os dois por um côfo de fava verde e nem pediu troco:

“Naquela ocasião ele (prefeito) falou, primeiramente, secretário de Educação seria escolha da categoria. Foi ou não foi pessoal? Depois, caso vencesse as eleições, 15 dias após ser empossado, o que ele ia fazer? (professores na sala respondem – reunir com o sindicato) 15 dias após, foi eleito, foi empossado, aguardamos mês de janeiro todo, fevereiro, a partir de 25 de fevereiro (2021) começamos a encaminhar ofício para se reunir com o prefeito. Só no primeiro semestre de 2021 nós encaminhamos mais de 3 ofícios fazendo a solicitação para conversar com o prefeito José Francisco, que não era mais candidato e pra nossa surpresa o que ele falava lá com relação aos precatórios, inclusive gravação do próprio prefeito, antes candidato, totalmente contraditório ao que ele fala, totalmente contraditório, até o texto a gente recorda o prefeito anterior e a argumentação jurídica é a mesma argumentação do prefeito anterior”, disse professor Celso

“Os diretores podem ter votado no Zito, mas a maioria esmagadora dos professores votou no Zé Francisco porque não suportava a figura do Nagib e agora nós estamos observando a mesma coisa, a mesma fala, a fala é a mesma. Isso dá um ódio, o sentimento que nós temos é o sentimento de desdém porque a postura é a mesma. Não está aberto ao diálogo coisa nenhuma (…) o dinheiro é nosso e mais ainda ele disse quie vai contratar, na verdade já contratou um escritório de advocacia pra fazer o que o Mendes, quando era procurador-geral deste município, fez, ele fez é a mesma coisa que este escritório de advocacia está fazendo. Nós não sabemos quanto é que o município está pagando para este escritório de advocacia e é com dinheiro nosso, nosso, dinheiro que os municípios estão recebendo agora é porque nós trabalhamos e não recebemos, o governo (federal) enviava sempre a menor e o nosso reajuste não saia”

ATÉ ZÉ SAIR DO PODER

“Nós vamos continuar no embate até o Zé Francisco sair do PODER, nós somos servidores de carreira, nós não estamos na prefeitura por uma passagem, por uma consequência qualquer não, por alguma eventualidade e nós preferimos nem aceitar cargos comissionados que é para termos o direito, a propriedade, porque direito nós temos, propriedade pra falar”

“Falta de respeito é dizer que vai pagar o profissional e não paga, falta de respeito é aquele trabalhador que já está com mais de  2 meses esperando seu salário cair e não cai, isso é falta de respeito, agora cobrar, cobrar não é porque  quando eu não pago alguém a pessoa vai me tachar de vários nomes”, afirmou o professor indignado e com voz alternando entre explicação dos fatos e alteração de ânimo.

“NEM PAPEL HIGIÊNICO TINHA”

Professora Virgína disse que voltou à sala de aula, após licença-prêmio,  e não encontrou nem papel higiênico na escola onde é lotada.

Lembrou que perguntou ao então candidato Zé Francisco se no governo dele iria falta material para os professores trabalharem.

“E O SENHOR disse assim:  Virginia, como eu tenho 5 dedos nas minhas mãos eu vou  fazer as coisas de forma  correta, eu fui lá naquela urna depositei o meu voto no senhor e fiquei decepcionada quando cheguei aqui e nem papel higiênico tem na escola, o mínimo né, não tem papel higiênico, professor não tem um banheiro pra ele, isso é valorizar professor, professor tirando do bolso pra poder manter a escola, as escolas funcionando porque tem o dinheiro do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) porque se não tivesse o dinheiro do PDDE muitas escolas estariam parando”

A professora fez um cálculo e apontou que, no mínimo, R$ 36 mihões, só ano passado deveriam ter sido investidos na melhoria estrutural do ensino (reforma de escolas, ar-condicionados, material higiênico, de trabalho). Mas isso não ocorreu.

“Como justifica uma prefeitura receber mais de R$ 36 milhões e o professor ter que tirar dinheiro para poder pagar xerox pra aluno, professor não te um banheiro, professor não ter nem papel higiênico ter que levar da sua casa, como se justifica? (…) com o dinheiro que chegou, se houvesse planejamento, era para as escolas tarem todas climatizadas, todas climatizadas, com material o suficiente, minha aluna chorou porque ela não queria mais tomar biscoito com nescau”, revelou

ZÉ FOI DESPACHADO

Professor Virgínia destacou o tom debochado do prefeito ao referir-se, segundo ela, ao advogado do SINTSERM que argumentava a favor dos educadores e deu o recado a Zé Francisco deixando claro que ele não terá mais os votos da categoria ano que vem.

“O senhor debochando do advogado, eu não sei se o senhor se sente mal, mas a gente  que estava aqui percebeu que o senhor estava debochando da gente e nós somos uma categoria de professores, os mesmos que colocaram o senhor lá são as mesmas pessoas que não vão votar no senhor por conta dessa postura porque quem quer respeito tem que respeitar e a categoria merece respeito”, afirmou Virgínia

O SINTSERM vai se reunir nas próximas horas para definir novas frentes da batalha contra mais um prefeito que parece não saber o valor de uma professora ou de um professor.

Com informações  Blog do Acelio trindade

Categoria: Notícias

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