Passados quase 50 dias do sumiço de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, ainda não há respostas definitivas sobre o caso registrado em Bacabal, no Maranhão.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, o inquérito permanece em andamento e, até o momento, não é possível indicar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões.
Em nota divulgada neste sábado (21), a pasta informou que a apuração é conduzida por uma comissão formada pela Polícia Civil do Maranhão, com delegados da capital e da cidade onde ocorreu o desaparecimento.
As autoridades afirmam que novas informações só serão divulgadas após a finalização das diligências, em respeito ao andamento do processo.
“A Polícia Civil constituiu uma comissão de investigação e segue com os trabalhos, não sendo possível, neste momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas. Novas informações serão divulgadas tão logo a apuração seja finalizada, em respeito à transparência e à correta condução do processo investigativo”, afirmou a SSP.
LINHAS DE INVESTIGAÇÃO CONTINUAM ABERTAS
De acordo com a polícia, diferentes hipóteses seguem sendo analisadas. Ao longo das últimas semanas, foram realizadas reconstituições de trajetos, análises técnicas e coleta de documentos produzidos pelas equipes envolvidas nas buscas.
Entre as medidas já executadas estão:
- reconstrução do percurso feito pelo carroceiro que encontrou o primo das crianças;
- reconstituição do último ponto onde os três menores estiveram juntos;
- participação do menino de 8 anos em diligências, com autorização judicial;
- solicitação de relatórios de todos os órgãos que atuaram nas operações.
Os registros feitos por equipes com cães farejadores e embarcações serão incorporados ao inquérito como provas.
Também devem ser anexados relatórios do Corpo de Bombeiros Militar, da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro.
O DESAPARECIMENTO
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro no Quilombo São Sebastião dos Pretos, onde moravam com a família. Elas estavam acompanhadas do primo, Anderson Kauan, de 8 anos, localizado três dias depois em outra localidade.
Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em áreas de mata e cursos d’água. A varredura incluiu trechos do rio Mearim, com apoio de embarcações e equipamentos especializados.
A partir do fim de janeiro, o foco passou a ser principalmente a investigação policial, embora as equipes permaneçam mobilizadas para retomar buscas caso surjam novos indícios.