O Conselho Tutelar de Codó tornou público o balanço geral das ocorrências registradas entre janeiro e dezembro de 2025.
Os números revelam um cenário desafiador para a rede de proteção à criança e ao adolescente no município, com um total impressionante de 1.425 violações de direitos catalogadas ao longo do ano.
Os números que assustam
O relatório detalha crimes que ferem profundamente a integridade de menores em Codó.
O que mais chama a atenção é a persistência da violência sexual, com 63 casos registrados no último ano. Outro dado que acende o alerta vermelho é o de maus-tratos, que somaram 97 ocorrências.
A negligência e o abandono também dominam as estatísticas:
- Abandono de Incapaz: 69 registros.
- Abandono Afetivo: 112 casos.
- Abandono Intelectual: 101 casos.
- Negligência (cuidados/saúde/educação): 192 ocorrências.
Conflitos Familiares no topo da lista
O maior volume de atendimentos, no entanto, surge dos conflitos familiares, que geraram 369 pedidos de orientação. Somado a isso, a violência física e psicológica aparece com 101 registros, mostrando que o ambiente doméstico ainda é o local onde ocorrem as maiores violações.
Perfil dos Atendidos e Geografia da Violência
Em 2025, o Conselho atendeu um total de 716 crianças e adolescentes.
O equilíbrio entre gêneros é quase exato na infância (0 a 12 anos), mas entre os adolescentes (13 a 18 anos), as meninas são as maiores vítimas, com 133 atendimentos contra 100 do sexo masculino.
Na zona urbana, o bairro Codó Novo lidera isolado o número de ocorrências com 115 registros, seguido por Nova Jerusalém (46) e São Raimundo (33). Na divisão geral, a zona urbana concentra a grande maioria das demandas (584), enquanto a zona rural registrou 132 casos.
Medidas Protetivas
Para enfrentar essa realidade, o Conselho Tutelar aplicou 947 medidas protetivas. O principal destino dos casos foi o encaminhamento para a rede SGDCA (CRAS, CREAS e Saúde), com 444 encaminhamentos, além de 71 casos que foram parar direto na Delegacia de Polícia.
O balanço serve como um grito de alerta para a sociedade codoense e para o poder público. Os números não são apenas estatísticas; são centenas de crianças e jovens que dependem da eficiência das políticas públicas e da vigilância constante da comunidade.
A denúncia é a principal arma: Disque 100 ou procure o Conselho Tutelar de Codó.