Blog do Daniel Sousa Codó - Jornalismo Verdade

Maranhão registrou 2.119 estupros de mulheres em 2025, diz Anuário Brasileiro

Preso por ordem judicial em Timon (estupro da enteada)

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam um avanço expressivo nos indicadores de violência sexual no Maranhão durante o ano de 2025.

O Estado registrou um crescimento de 19,5% nos crimes de estupro em comparação com o ano anterior, contabilizando um total de 2.119 vítimas.

Com esse volume, a taxa atingiu 30,2 casos por grupo de 100 mil habitantes, patamar superior ao registrado em 2024, quando o indicador figurava em 25,3 por 100 mil.

​Do total de ocorrências mapeadas no período, os casos enquadrados como estupro somaram 432 vítimas — um incremento de 13,9% em relação ao exercício anterior.

Por sua vez, a modalidade de estupro de vulnerável registrou uma alta de 21,1% na taxa proporcional.

​Perfil das vítimas e vulnerabilidade infantil

​O levantamento detalha os contornos demográficos das ocorrências no Estado:

  • Estupro de Vulnerável: Foram contabilizados 1.510 casos, o que representa uma taxa de 42,4 por 100 mil habitantes.
  • Crianças e Adolescentes: O público de zero a 17 anos concentrou mais de 1.700 vítimas, gerando uma taxa de 88,2 casos por 100 mil habitantes. No entanto, este segmento específico apresentou uma redução de 9,9% na comparação anual.
  • Perfil de Gênero: A maioria das vítimas registradas no levantamento pertence ao sexo feminino, segmento que teve um crescimento de 18,9% em relação ao ano anterior.

​Necessidade de Resposta Institucional

​Apesar do avanço nos números globais, o Maranhão não figura na lista dos dez municípios brasileiros com maior incidência absoluta do crime.

O diagnóstico aponta que as ocorrências se encontram pulverizadas geograficamente, espalhando-se de forma fragmentada por todas as regiões do território maranhense.

​O cenário demanda uma intensificação nas ações preventivas e de fiscalização por parte do poder público, acompanhada pelo fortalecimento da rede de proteção social.

As autoridades reforçam que a participação comunitária é fundamental para a identificação precoce de indícios de violência sexual, orientando a população a acionar imediatamente os órgãos policiais e de proteção ao menor perante qualquer suspeita ou constatação de abuso

Categoria: Notícias

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