
Os dados mais recentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) demonstram que a redução da violência letal no estado, apontada pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública em 2025, também vem sendo refletida nos crimes praticados contra as mulheres.
No primeiro semestre de 2026, o Maranhão contabilizou 17 casos de feminicídio, enquanto, no mesmo período de 2025, haviam sido registrados 30. A redução foi de 43%, o que representa 13 vidas preservadas em comparação ao primeiro semestre do ano anterior.
A diminuição dos casos foi ainda mais significativa quando analisado apenas o mês de junho. Em junho de 2025, o estado registrou seis feminicídios. Já em junho de 2026, houve apenas um caso, resultando em uma redução de 83%.
Na Grande Ilha, composta pelos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, o número de feminicídios caiu de quatro para três entre janeiro e junho, uma redução de 25%.
Na capital maranhense, São Luís, o total de casos permaneceu em três no comparativo entre os dois períodos. Apesar disso, o município encerrou o mês de junho de 2026 sem registrar nenhum feminicídio consumado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a redução dos indicadores está diretamente relacionada ao fortalecimento da política estadual de enfrentamento à violência contra a mulher, estruturada com foco na prevenção, na proteção das vítimas, na responsabilização dos agressores e na atuação integrada das instituições.
Nos últimos anos, o Maranhão ampliou a rede especializada de atendimento às mulheres, passando a contar com 22 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEMs), 15 Núcleos de Atendimento à Mulher e 25 Patrulhas Maria da Penha. Paralelamente, a Operação Mulher Segura intensificou o cumprimento de mandados de prisão, a fiscalização de medidas protetivas, a prisão de agressores e as ações preventivas em todas as regiões do estado.
Segundo a SSP-MA, a integração entre a Polícia Civil, a Polícia Militar, a Perícia Oficial, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a rede de assistência social também tem permitido respostas mais rápidas às denúncias e um acompanhamento mais eficaz das mulheres em situação de risco.
“Nenhum feminicídio é aceitável. Cada vida perdida representa uma tragédia para uma família e para toda a sociedade. Por isso, tratamos esse enfrentamento como prioridade permanente. A redução registrada neste primeiro semestre demonstra que o fortalecimento da rede de proteção, das Delegacias da Mulher, das Patrulhas Maria da Penha e das operações integradas está produzindo resultados importantes. Mas nosso compromisso continua sendo trabalhar para que nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pela violência”, afirma a secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade.
A secretária destacou ainda que o monitoramento permanente dos indicadores permite identificar áreas de maior vulnerabilidade, aperfeiçoar os protocolos de atendimento e direcionar recursos para fortalecer as ações de prevenção e proteção às vítimas.
Para a SSP-MA, mais do que representar uma redução estatística, os resultados evidenciam o fortalecimento de uma política pública voltada à preservação da vida, ao combate à violência de gênero e à ampliação da capacidade do Estado de acolher, proteger e garantir a responsabilização dos autores desses crimes.
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