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ALERTA VERMELHO: Codó tem mais de 150 cachorros com Calazar

Jorzival Guimarães

O município de Codó contabiliza dois casos confirmados de leishmaniose humana (Calazar).

A informação foi prestada pelo coordenador das ações de combate à leishmaniose no município, Jorzival Guimarães, em entrevista concedida ao jornalista Daniel Sousa, para o Blog do Acelio.

​Apesar do diagnóstico da doença, a coordenação de vigilância epidemiológica garante que a situação dos pacientes humanos está devidamente controlada.

DOIS HUMANOS COM CALAZAR

Do total de infectados, um foi registrado no perímetro urbano e o outro na zona rural.

Ambas as ocorrências foram investigadas pelas equipes de saúde locais, e os pacientes cumpriram o esquema terapêutico até a completa remissão dos sintomas.

​”Em relação a caso humano, nós temos dois casos confirmados em Codó. Esses dois casos, um é da zona rural, o outro é da cidade, mas são dois casos que já foram identificados, investigados, tratados e curados”, afirmou o coordenador.

Diagnóstico canino e os limites do tratamento

​No tocante à população canina — principal reservatório do parasita no ambiente urbano —, o trabalho do departamento local atua por livre demanda, recebendo os animais levados pelos próprios tutores para a realização de testes rápidos de imunodiagnóstico.

Segundo Guimarães, a amostragem atual aponta para uma incidência superior a 150 cães reagentes para a doença no município.

​O destino dos animais diagnosticados envolve aspectos regulatórios e de responsabilidade dos tutores.

Embora haja respaldo legal para que os proprietários optem pela terapia veterinária contínua, a autoridade sanitária ressalta que o procedimento não elimina a condição de transmissor do animal.

​”Em relação a canino, nós trabalhamos apenas com a demanda, ou seja, aqueles cães que chegam lá no nosso departamento, a gente faz o exame, o teste rápido e constata se ele é positivo ou negativo. Em relação à positividade, nós temos uma média de mais de 150 cães positivos em Codó”, explicou Guimarães.

É PRA MATAR?

​A eutanásia preventiva permanece sendo a conduta tecnicamente recomendada pelos protocolos do Ministério da Saúde para o controle da circulação do protozoário Leishmania.

Agentes de Combate às endêmicas de Codó/Nova Jerusalém

O coordenador faz um alerta sobre as ilusões geradas pelas terapias disponíveis no mercado veterinário.

​”Alguns cães estão em tratamento, né? Que o dono tem toda a autoridade para pedir o tratamento, então eles fazem esse tratamento e a gente acompanha de perto como é que tá a situação. E a maioria dos casos, os cães são eutanasiados, porque a gente sabe que, na verdade, não existe a cura total do cão. Às vezes a pessoa faz o tratamento, mas aquele tratamento, ele fica apenas como uma prevenção ali, segurando o cão, mas, na verdade mesmo, a cura não existe. Então, o mais certo é a eutanásia”, concluiu Jorzival Guimarães.

​A coordenação reforça que as visitas domiciliares de conscientização e a limpeza rotineira dos quintais seguem como os pilares fundamentais para combater o mosquito-palha, vetor transmissor da enfermidade.

Categoria: Notícias

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