Em encontro com lideranças partidárias nesta segunda-feira (31), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PSB) vai reiterar posicionamento de apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na própria sucessão ao comando do governo do Estado.

A decisão já havia sido dialogada com os aliados no final de novembro, quando ficou acordado o prazo de dois meses para nova reunião em busca de unidade da base.

No encontro de hoje, o mandatário vai voltar a defender a harmonia, e por isso pretende pretende manter indicados de Weverton e de sectários do pedetistas em cargos chaves no Executivo até o final de março, quando deixará o governo para Brandão assumir.

Há articulações para que os deputados André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (PTB), que na reunião anterior estavam fechados com Weverton Rocha, declarem agora apoio a Carlos Brandão. Há também expectativa de recebimento de apoio da senadora Eliziane Gama (Cidadania), que estaria negociando espaços no governo e auxílio para a eleição do marido, Inácio Melo, para a Assembleia Legislativa do Maranhão.

O clã Nagib, de Codó, já acertou abandonar o pré-candidato do PDT ao Executivo do Estado.

Apesar de publicamente defender apenas que trabalha pela unidade em torno de Brandão, Dino tem também buscado manter o favoritismo da própria eleição para o Senado.

Segundo pessoas próximas ao governador, para chegar no Congresso com o status de liderança que destronou a oligarquia Sarney do poder e fez um governo exemplar, ele precisa ter o máximo de aliados girando em torno de si, e não apenas pouquíssimos liderados como agora. Também afeta o chefe do Executivo maranhense a necessidade de ter mais votos do que teve Weverton Rocha em 2018, eleito para o Senado naquele pleito como o mais jovem e mais votado senador do Maranhão, com quase dois milhões de votos, mais do que o próprio Dino ao Palácio dos Leões.

Por esse motivo, Flávio Dino não pretende romper com Weverton nem que o pedetista rompa com ele e lance outro nome ao Senado. Recentemente, o senador do PDT voltou a conversar sobre 2022 com o colega na Câmara Alta, Roberto Rocha (PSDB-MA), que pode tentar renovar o mandato como principal adversário de Dino na disputa.

Coordenador da campanha de Carlos Brandão, Dino trabalha ainda para que o sucessor tenha o PT na vice.

O partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também quer, desde que Brandão deixe o PSDB e migre para o PSB. Brigam pela unção os deputados petistas Zé Inácio e Zé Carlos. Dino e Brandão, porém, preferem o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão.

Caso não seja Camarão, que o PT aceitou filiação como garantia de que concorreria à Câmara dos Deputados, a vice pode fica ficar com Chico Gonçalves, secretário de Direitos Humanos e Participação Popular do governo Dino.

Também está na expectativa de pegar a vice o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), mas para isso Weverton Rocha precisaria sair da disputa e ele entrar na vaga pelo PDT.