
O mistério e a angústia continuam, afinal estamos entrando na 3ª semana de buscas pelas crianças desaparecidas, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, desde o dia 04 de janeiro.
Das três crianças que sumiram, apenas uma, Anderson Kauã (08 anos), foi encontrada no dia 07 de janeiro. Os irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michel, de 4 anos, seguem desaparecidos.
Nesta semana, com o apoio inclusive da Marinha do Brasil, as buscas aquáticas irão contar com o aparelho side scan sonar, também chamado de sonar de varredura lateral, usado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras. Ele emite feixes para os lados e produz imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.
As buscas no Rio Mearim foram intensificadas após o relato de Anderson Kauã. Ele disse aos policiais que esteve com os primos em uma casa que os agentes chamam de “casa caída”, às margens do rio.
Durante coletiva de imprensa, o capitão de mar e guerra da Marinha do Brasil no Maranhão, Ademar Augusto Simões Júnior, explicou que o equipamento utilizado é o mesmo empregado em grandes operações anteriores, como nas buscas após o desabamento da ponte entre Estreito (MA) e o Tocantins.
Segundo o oficial, trata-se de um side scan sonar, tecnologia capaz de produzir imagens quase instantâneas por meio da emissão de ondas sonoras. “O sonar faz um escaneamento do leito do rio, da coluna d’água e do fundo. A imagem é gerada em tempo real, o que permite identificar qualquer tipo de anomalia no ambiente subaquático”, detalhou.