
A imprensa já havia denunciado a falta de hemodiálise no que restou da UTI DE CODÓ. O governo quase um mês depois mandou uma nota não à imprensa, mas para a Câmara. Ela foi lida ontem, 30/05, pelo líder do governo Gracinaldo Ferreira.
A nota da Secretaria de Saúde confirma a denúncia, nossa UTI perdeu a hemodiálise porque a empresa não recebeu o pagamento e desfez o contrato (não foi informado se desfez com o governo do Estado ou com o governo municipal).
Agora se o paciente precisa de hemodiálise ele é regulado para outra unidade do Estado onde o serviço exista.
O ítem 3 da nota lida em plenário diz:
“Quanto ao serviço de hemodiálise, fora objeto de distrato pela empresa tomadora de serviço informo que o município de Codó tem garantido tem garantido assistência plena e integral dos seus pacientes através do sistema de referência para redes de serviços de UTI estadual de forma temporária até que ocorra a contratação dos efetivos através do processo administrativo legal”, descreve
O PORQUÊ DA HEMODIÁLISE NUMA UTI
Existe uma portaria do Ministério da Saúde, a de número 895/2017 que institui o cuidado progressivo a pacientes críticos ou graves para saber se ele é de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou paciente a ser encaminhado apenas à uma Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) quando o risco de vida dele é médio, mas que precisa de monitoramento 24h.
Esta portaria também elenca critérios de habilitação para UTIs, ou seja, diz do que vai precisar ter o hospital para que seja habilitado a ter uma Unidade de Terapia Intensiva adulta (tipo a de Codó).
Entre as exigências, ela determina:
“Os seguintes recursos assistenciais deverão ser garantidos no hospital por meios
próprios ou terceirizados, com os seguintes serviços à beira do leito:
- j) Assistência clinica nefrológica, incluindo hemodiálise;”
Quando o paciente perde a capacidade renal por razões, as vezes, até do próprio tratamento intensivo ter uma hemodiálise disponível na unidade salva vidas.
É SEMI-INTENSIVA?
Alguns médicos defendem que sem a uma hemodiálise a UTI perde este status, passa a ser Unidade semi-intensiva. É como pensa o médico intensivista Dr. Luan Cardoso.
“Quando pra salvar vidas porque senão o paciente vai a óbito. O paciente que precisa de hemodiálise é porque aquilo ali é uma perca dos rins. Geralmente a maioria das hemodiálises elas começam em UTI e aí depois o paciente estabiliza e vai pras clínicas. Uma UTI pra funcionar ela, necessariamente, tem que ter uma hemodiálise, como a de Codó que agora não tem aí significa que tá funcionando como uma semi-intensiva, tem que ter hemodiálise. Tem que ter duas pressões evasivas para cada 5 leitos, tem que ter um ventilador mecânico para cada dois leitos”, explicou ao jornalista Acélio Trindade
O governo Zé Francisco não deu prazo para que a UTI tenha de volta o serviço de hemodiálise, sequer informou se já há um processo licitatório para tal fim.
Blog do Acelio