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Maranhão está entre estados com maior redução do desmatamento no Brasil, aponta MapBiomas

O Maranhão está entre os estados brasileiros que mais reduziram o desmatamento em termos absolutos, com queda superior a 50 mil hectares de vegetação nativa devastada, segundo dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), divulgado pelo MapBiomas.

O levantamento mostra que o Brasil alcançou, em 2025, um marco importante no monitoramento ambiental: pela primeira vez desde 2019, a área total de vegetação nativa desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano.

No Maranhão, os resultados refletem as políticas públicas de preservação ambiental implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

Entre as estratégias adotadas pelo Maranhão para prevenir, controlar e reduzir o desmatamento estão programas de monitoramento, fiscalização, recuperação ambiental e incentivo a práticas sustentáveis.

Destaque para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCDQ/MA), responsável pela articulação de ações de prevenção, monitoramento e combate; o Programa Floresta Viva Maranhão, voltado à conservação ambiental e ao estímulo de práticas sustentáveis; e o Programa Maranhão Sem Queimadas, que atua diretamente no enfrentamento das queimadas e no fortalecimento das medidas preventivas.

Além disso, o estado intensificou a fiscalização ambiental, ampliando ações de monitoramento e combate a infrações, e reforçou a regularização fundiária e ambiental, visando maior controle territorial e ordenamento das áreas.

O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, atribuiu os resultados às políticas ambientais implementadas nos últimos anos.

“A redução de desmatamento que o estado do Maranhão vem apresentando nos últimos anos é resultado de políticas de recuperação ambiental, monitoramento via satélite e ações de conservação com impacto direto no desenvolvimento sustentável, manter esse propósito é fazer investimento para o futuro, é unir forças para proteger o patrimônio natural do estado”, assinalou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas.

A Sema destaca ainda os investimentos realizados pelo Governo do Maranhão em geotecnologias e estruturas estratégicas para ampliar a capacidade de monitoramento ambiental e fortalecer as operações de fiscalização em campo. O estado também mantém rígido controle sobre autorizações ambientais.

Outro eixo considerado essencial na estratégia ambiental maranhense é a atuação integrada com órgãos federais e organizações ambientais, além do incentivo contínuo a práticas sustentáveis.

Entre os avanços apontados pela secretaria está a aprovação de Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA), responsáveis pela recuperação de 132.561,2311 hectares de áreas em regeneração no território maranhense.

Os números reforçam uma tendência de redução dos índices ambientais no estado. Em 2024, o Maranhão registrou queda de 34,3% no desmatamento. Já em 2025, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontaram redução de 35,80% no bioma Amazônia e de 19,35% no Cerrado dentro do estado.

A Sema afirma que as medidas em andamento buscam consolidar a redução do desmatamento, conciliando preservação ambiental com desenvolvimento econômico sustentável.

MARANHÃO SEM QUEIMADAS

O combate às queimadas segue como uma das principais frentes do Maranhão no enfrentamento ao desmatamento. A sexta edição das operações Maranhão Sem Queimadas e Protetor dos Biomas, realizada no ano passado, resultou no combate a cerca de 5,5 mil incêndios florestais e em vegetação, registrados tanto em áreas urbanas quanto rurais do estado.

Para ampliar a eficiência das ações, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) firmou parceria com o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) para desenvolver uma plataforma voltada ao combate e à prevenção dessas ocorrências, permitindo maior precisão na identificação de áreas de risco e monitoramento em tempo real.

O comandante-geral do CBMMA, coronel Célio Roberto, ressaltou que os resultados são fruto da integração entre prevenção, tecnologia e atuação operacional.

“Com efetivo capacitado, equipamentos e tecnologia de ponta, estamos, a cada edição, expandindo a proteção dos nossos biomas e ampliando a capacidade de resposta em todo o Maranhão”, pontuou o coronel Célio Roberto.

As ações do Maranhão Sem Queimadas incluem monitoramento permanente, campanhas educativas, conscientização ambiental e combate direto às queimadas ilegais. O trabalho utiliza viaturas, drones, equipamentos de combate e proteção individual, além de promover orientações nas comunidades sobre prevenção, riscos e uso responsável do fogo.

Realizado em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o programa contou, em sua sexta edição, com adesão de 100 municípios maranhenses.

Para 2026, o Governo do Maranhão prevê a ampliação do programa, que passará a atender 142 municípios com ações diretas e indiretas. A programação inclui treinamento de brigadistas, doação de equipamentos, atividades preventivas e nivelamento técnico junto às secretarias municipais de meio ambiente, fortalecendo a atuação integrada no combate às queimadas em todo o território estadual.

O Maranhão Sem Queimadas é executado de forma integrada entre a Sema, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, órgãos municipais, estaduais, federais e representantes da sociedade civil.

Além das operações presenciais, o programa conta com monitoramento contínuo por satélite, permitindo identificar focos de calor e mapear áreas atingidas em diferentes regiões do estado.

Com informações, do O INFORMANTE

Categoria: Notícias

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