Maranhão saiu do último lugar para o 11º em número de transplantes

 

Setembro Verde é o mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e o Maranhão tem apresentado resultados positivos neste serviço de saúde. O estado avançou no ranking nacional de transplantes, subindo para a 11ª posição. Em 2026, já foi zerada em 2026 a fila de pacientes que aguardavam por um transplante de fígado. Resultado é reflexo das políticas para a ampliação da capacidade da rede de atendimento implementadas pelo Governo do Maranhão.

O Maranhão era o último estado no ranking nacional de transplantes, mas com as ações do Plano de Aceleração de Transplantes, implantado em 2023, pela Central Estadual de Transplantes, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e participação de hospitais públicos e instituições parceiras, o estado avançou neste ranking, chegando à 11ª posição.

Por meio de publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (10), o governador Carlos Brandão destacou que os avanços do Estado mostram a força de uma saúde pública bem estruturada no Maranhão. “Com trabalho conjunto, zeramos a fila de espera por fígado e avançamos para zerar a de córneas. Essa vitória é do SUS e de todos os profissionais envolvidos nessa corrente pela vida”, assinalou.

O estado iniciou o ano de 2026 com cerca de 12 pessoas na lista de transplante de fígado e, ao longo dos meses, ampliou a capacidade da rede para atender à demanda. Em 2022, foram três procedimentos. Em 2024, o número chegou a 17 e, em 2025, alcançou 33 transplantes de fígado, conforme os dados apresentados pela Central Estadual de Transplantes. A expansão demonstra o aumento da capacidade da rede e ajuda a explicar o cenário que permitiu chegar à fila zero neste ano.

A marca é considerada um marco para a política estadual de transplantes, coordenada pela Central Estadual de Transplantes (CET-MA), ligada à Secretaria de Estado da Saúde (SES).

“Zerar a fila de transplante de fígado é uma conquista muito importante para o Maranhão e mostra que estamos ampliando a capacidade da nossa rede. Neste Setembro Verde, esse avanço também reforça a importância da doação, porque a decisão de doar pode representar uma nova oportunidade de vida para quem espera por um transplante”, pontuou a secretária de Estado da Saúde, Liliane Neves Carvalho.

Agora, o estado se aproxima de zerar também a fila de transplantes de córnea, informa Hiago Bastos, coordenador da CET-MA. “Nós saímos de mais de 1.000 pacientes na fila de espera por córneas em 2022 para cerca de 150 agora, com a perspectiva de zerarmos a fila de espera até o final do ano, sendo um dos poucos estados do Brasil a atingir esse feito”, pontuou.

O resultado alcançado faz parte das medidas adotadas via Plano Estadual de Aceleração de Transplantes, que reúne ações de regionalização, reorganização da rede e qualificação dos serviços, com foco na qualidade e na segurança dos procedimentos. Entre as estratégias está a criação da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), unidade estadual referência para transplantes de órgãos e tecidos no SUS, além de termos de cooperação técnica e capacitações mensais das equipes envolvidas na captação e nos transplantes.

“A redução da fila ocorre no contexto do Setembro Verde, período dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Entretanto, mesmo com os avanços na estrutura e na capacidade de transplantes, a recusa familiar continua sendo um dos principais desafios para ampliar as doações no Maranhão, pois a negativa em geral está relacionada ao desconhecimento sobre a política de transplantes e aos receios das famílias”, afirmou o coordenador da CET-MA, Hiago Bastos.

Setembro Verde

Durante o mês de setembro é realizada uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Muito mais do que um gesto de solidariedade, a doação pode representar uma nova chance para pessoas que aguardam por um transplante para recuperar funções, autonomia e qualidade de vida.

Para que um fígado possa ser destinado a um receptor, o potencial doador passa por avaliação da equipe de profissionais médicos. Entre os critérios está a ausência de determinadas doenças infectocontagiosas ou transmissíveis que possam representar risco para quem receberá o órgão. A avaliação é realizada de acordo com os protocolos de segurança.

Daniel Sousa

Autor no Blog do Daniel Sousa.

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