
Em meio à movimentação intensa para o 2º turno da eleição presidencial, os bastidores na “nova” Assembleia Legislativa estão faiscando por conta da eleição da Mesa Diretora, em especial a presidência da Casa, hoje comandada pela deputada Iracema Vale (MDB), eleita deputada federal.
Uma definição ganha corpo: o futuro presidente da Assembleia sairá da bancada do MDB, que tem 17 dos 42 deputados, ou, numa situação excepcional, da bancada do PL, que tem sete deputados.
No MDB, vários nomes estão sendo cogitados: Neto Evangelista, Francisco Nagib, Antônio Pereira, Daniella Jadão e Gleydson Resende.
Eleito para o quinto mandato, Neto Evangelista tem o cacife de ser um parlamentar politicamente ativo, com experiência como membro da Mesa e como líder de bancada de Governo, além de trazer o Poder Legislativo no DNA, uma vez que seu pai, o deputado João Evangelista, foi líder de bancada e presidente da Casa.
Eleito para o segundo mandato, o deputado Francisco Nagib tem o aval político do pai, o prefeito de Codó, Chiquinho da FC, e interlocução com setores mais inclinados a fazer oposição. Além disso, Francisco Nagib precisa dar um passo à frente, pois tem objetivos mais amplos no horizonte.
Reeleito para o sétimo mandato, e atual 1º vice-presidente da Casa, o deputado Antônio Pereira estaria apostando alto num acordo interno no partido para viabiliza o seu projeto presidencial. Vale lembrar que quando o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou sua decisão de deixar o cargo para ser candidato a governador, o deputado Antônio Pereira, num gesto espantoso, foi à tribuna para dizer, em alto e bom som: “A montanha pariu um rato”. Errou feio, no gesto e na sentença.
Reeleita para o terceiro mandato, a deputada Daniella Jadão, ou simplesmente Daniella, como gosta de ser chamada, tem chance de ser presidente, com a força da bancada e uma boa articulação, para seguir os passos da presidente Iracema Vale.
Nessa lista de cotados aparece Gleydson Rezende, primeiro pela sua estrondosa votação – mais de 95 mil votos -, e depois pela sua experiências político como prefeito de Barão de Grajaú com três mandatos.
Fora do MDB, a atual deputada federal e agora deputada estadual eleita Detinha (PL) tem o comando da segunda maior bancada. E já manifestou interesse na presidência, e se entrar mesmo para valer, pode costurar um acordo com o MDB.
No mais, os nomes lançados até agora não têm chance alguma de chegar ao comando da Casa. Isso porque, ao que tudo indica, o governador eleito Eduardo Braide não parece interessado em se envolver nos “assuntos internos” da Assembleia Legislativa.