Em uma entrevista exclusiva ao Jornal Pequeno, Anderson Ferreira, presidente do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), compartilhou os bastidores da conquista do Prêmio Solo Seguro 2024/2025, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em Brasília. O reconhecimento foi entregue ao programa Paz no Campo, do Governo do Estado do Maranhão, que se destacou como a melhor iniciativa de regularização fundiária rural do Brasil.

Durante a conversa, Anderson compartilhou não apenas a alegria e orgulho pela premiação, mas também os desafios enfrentados pelo Iterma na implementação de políticas fundiárias inovadoras, e como cada conquista reflete diretamente na vida de milhares de famílias maranhenses, garantindo cidadania, dignidade, segurança jurídica e oportunidades no campo.
Acompanhe na íntegra:
O que representa para o Maranhão esse reconhecimento?
“Esse prêmio, o Solo Seguro, confirma que o Maranhão é referência nacional em regularização fundiária. É um reconhecimento muito importante concedido pelo Conselho Nacional de Justiça, uma das instituições mais respeitadas do país, que atesta que nosso estado possui a melhor política pública de regularização fundiária rural do Brasil e isso é o resultado da visão estratégica do governador Brandão, que teve a coragem e determinação de colocar a regularização fundiária como uma das prioridades do governo”.
Como você recebeu a notícia da premiação?
“Foi um momento de grande felicidade. Eu estava em viagem, a caminho de uma audiência pública para a regularização fundiária no município de Lagoa do Mato, quando recebi o convite para a solenidade em Brasília. Fiquei muito contente, porque esse reconhecimento confirma todo o esforço coletivo da equipe do Iterma e, principalmente, do nosso governador Carlos Brandão, que não mede esforços para levar essa política pública a cada homem e mulher do campo”.
Quais foram os principais desafios enfrentados para alcançar esse resultado?
“Bom, a regularização fundiária, em si, é um processo complexo, porque envolve questões jurídicas, sociais e logísticas. Entre os principais desafios que enfrentamos, posso destacar a dificuldade de adesão das famílias. Muitos cidadãos do campo ainda ficam receosos, desconfiando que seja uma promessa falsa ou algum tipo de golpe, então convencer cada um deles exige diálogo e confiança. Por isso, ultimamente temos adotado a estratégia das audiências públicas nos municípios, onde eu vou pessoalmente conversar com os interessados e tirar as dúvidas”.
Quais resultados já foram alcançados com o Paz no Campo e quais são os próximos passos para o programa?
“O Paz no Campo já alcançou resultados históricos. Foram entregues mais de 18 mil títulos de propriedade, beneficiando mais de 22 mil famílias e regularizando cerca de 300 mil hectares de terras no Maranhão. Esses números falam por si, né? Para se ter uma ideia, viemos de um passado em que se entregava apenas 500 títulos por ano, e neste ano vamos bater a meta de 20 mil. Quanto aos próximos passos, nosso objetivo é expandir o programa para mais municípios, aprimorar os processos com tecnologia e também focar na regularização voltada para mulheres chefes de família, por meio do Projeto Terras Para Elas, recentemente aprovado pela ONU e integrado ao Paz no Campo”.
FONTE: JORNAL PEQUENO