Maranhão está entre os nove estados com maior crescimento do comércio em setembro, com alta de 7,7%, segundo pesquisa do Índice do Varejo Stone

O comércio varejista do Maranhão registrou crescimento de 7,7% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado, superando os resultados observados no Brasil e no Nordeste. Os dados são do Índice do Varejo Stone (IVS), levantamento que acompanha mensalmente o desempenho das vendas no país.
O avanço maranhense ficou 2,3 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 5,4%, e 1,6 ponto percentual acima do resultado do Nordeste, de 6,1%. Entre as 27 unidades da Federação, o Maranhão apresentou o oitavo maior crescimento, empatado com Santa Catarina.
Na região Nordeste, o estado ficou atrás apenas da Bahia, que registrou alta de 10,5%, e da Paraíba, com crescimento de 9,7%. Os demais estados nordestinos apresentaram resultados inferiores ao maranhense: Sergipe avançou 6,5%, Pernambuco 5,4%, Rio Grande do Norte 4,9%, Piauí 4,6%, Ceará 3,1% e Alagoas 2,1%.
O levantamento mostra que a expansão das vendas ocorreu em praticamente todo o território nacional. Dos 27 estados e do Distrito Federal, considerados em conjunto como unidades da Federação, 25 apresentaram crescimento na comparação anual de setembro.
Roraima liderou o ranking, com alta de 19,6%, seguido por Acre (13,9%), Amazonas (12,1%), Distrito Federal (11,2%) e Pará (10,6%). Bahia (10,5%) e Paraíba (9,7%) também ficaram à frente do Maranhão. Mato Grosso foi o único estado a registrar retração, de 1,9%.
No recorte regional, o Norte apresentou o maior crescimento do varejo, com alta de 10,2%. O Nordeste ocupou a segunda posição, com 6,1%, seguido por Sul (4,4%), Sudeste (3,9%) e Centro-Oeste (3,4%).
Embora o desempenho maranhense tenha superado as médias nacional e regional em setembro, o levantamento não apresenta, no recorte divulgado, os resultados específicos do estado para o terceiro trimestre completo ou para o acumulado do ano.
No Brasil, as vendas do varejo encerraram o terceiro trimestre de 2026 com crescimento de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, a alta foi de 1,6%.
Considerando os nove primeiros meses de 2026, o setor acumulou expansão de 4,7% em relação ao intervalo correspondente do ano anterior.
Apesar do resultado positivo no trimestre, setembro apresentou uma pequena retração de 0,3% nas vendas nacionais em comparação com agosto. Na avaliação da Stone, o movimento representa uma acomodação do comércio após os avanços registrados nos meses anteriores.
Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da instituição, a renda das famílias continua contribuindo para sustentar o consumo, especialmente nos segmentos relacionados às necessidades cotidianas. Por outro lado, as condições de crédito ainda dificultam o crescimento de atividades que dependem mais de financiamento.
Essa diferença aparece nos resultados dos setores acompanhados pelo índice. Em setembro, apenas três dos oito segmentos analisados registraram crescimento em relação a agosto.
O maior avanço mensal ocorreu em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria, com alta de 1,3%. Na sequência apareceram Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,6%) e Artigos Farmacêuticos (0,5%).
Entre as atividades que apresentaram queda, Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico recuou 1%, enquanto Móveis e Eletrodomésticos registrou retração de 0,9%. Combustíveis e Lubrificantes e Material de Construção tiveram redução de 0,4% cada, e Tecidos, Vestuário e Calçados caiu 0,2%.
Na comparação com setembro de 2025, cinco segmentos cresceram. Combustíveis e Lubrificantes liderou, com expansão de 13,4%, seguido por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (11,9%), Artigos Farmacêuticos (4,8%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (3,6%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,4%).
Os resultados negativos ficaram concentrados em Tecidos, Vestuário e Calçados, com queda de 4,4%, Móveis e Eletrodomésticos, com retração de 0,5%, e Material de Construção, com redução de 0,4%.
Na análise do terceiro trimestre em relação ao segundo, cinco segmentos apresentaram crescimento. Supermercados e produtos alimentícios tiveram o maior avanço, de 4,3%, seguidos por combustíveis (2,8%), artigos farmacêuticos (2,3%), material de construção (0,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,3%).
Quando a comparação considera o terceiro trimestre de 2025, sete dos oito segmentos registraram expansão. Combustíveis e Lubrificantes novamente liderou, com alta de 14,1%, seguido por Supermercados e Produtos Alimentícios (10,4%), Artigos Farmacêuticos (5,6%), Livros e Papelaria (4,2%), Material de Construção (3,9%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (2,9%) e Móveis e Eletrodomésticos (1,1%).
O único segmento com resultado negativo nessa comparação foi Tecidos, Vestuário e Calçados, que apresentou retração de 3,5%.
Para Guilherme Freitas, as diferenças entre os resultados regionais e setoriais refletem características específicas dos mercados consumidores. O economista avalia que uma eventual melhora das condições financeiras poderá contribuir para ampliar o ritmo de recuperação dos segmentos mais dependentes de crédito, embora os efeitos da política monetária sobre o consumo ocorram gradualmente.
No Maranhão, o crescimento de 7,7% em setembro colocou o comércio estadual entre os destaques positivos do levantamento, em um cenário de expansão das vendas na maior parte do país, mas com diferenças significativas entre regiões e atividades econômicas.
Fonte:jornalpequeno