Maranhão registra saldo positivo de empregos com destaque para construção e indústria

O Maranhão encerrou o mês de julho com saldo positivo de 654 empregos formais. O resultado considera a diferença entre admissões e desligamentos registradas no estado e faz parte do levantamento divulgado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por meio da plataforma Data Nordeste, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O desempenho maranhense acompanhou o cenário positivo observado em todos os estados nordestinos durante o mês. Ao todo, a região criou 18.973 postos de trabalho com carteira assinada em julho, resultado de 327.186 admissões e 308.213 desligamentos.

No acumulado do ano, o Nordeste soma 152.127 novos empregos formais, o equivalente a 15% do saldo registrado em todo o país.

CONSTRUÇÃO E INDÚSTRIA

Entre os setores que contribuíram para o resultado positivo do Maranhão em julho está a construção civil, responsável pela criação de 379 postos de trabalho.

O setor industrial também terminou o mês com saldo positivo no estado, com 153 novas vagas formais.

A indústria da transformação foi o principal componente do resultado regional do segmento, representando 90,5% das 5.220 vagas criadas pela indústria no Nordeste.

Além do Maranhão, outros sete estados nordestinos tiveram saldo positivo na indústria: Bahia, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe. Bahia e Paraíba apresentaram os maiores resultados, com 2.016 e 1.298 novos postos, respectivamente.

NORDESTE TEM SERVIÇOS COMO PRINCIPAL MOTOR 

No conjunto da região, o setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em julho. Foram 8.747 novas vagas, seguido pela Indústria, com 5.220 postos.

Somados, os dois segmentos responderam por 73,6% do saldo de empregos formais registrado no Nordeste durante o mês.

Na área de Serviços, Bahia e Ceará apresentaram os melhores desempenhos, com 3.037 e 2.931 novos postos, respectivamente.

O setor também teve participação expressiva no resultado geral dos estados, respondendo por 70,1% do saldo cearense e 65,1% do baiano.

A Construção Civil abriu 3.508 vagas na região, enquanto a Agropecuária terminou julho com saldo positivo de 2.428 empregos.

MARANHÃO ENTRE OS ESTADOS COM SALDO POSITIVO

Todos os nove estados do Nordeste apresentaram saldo positivo de empregos formais em julho.

A Bahia liderou a geração de vagas, com 4.664 novos postos, equivalente a 24,6% do resultado regional. O Ceará veio em seguida, com 4.181, enquanto a Paraíba registrou 2.307.

Na sequência aparecem Piauí, com 1.987 empregos; Pernambuco, com 1.883; Alagoas, com 1.203; Sergipe, com 1.095; Rio Grande do Norte, com 999; e Maranhão, com 654 novos postos.

SEMIÁRIDO CONCENTRA MAIOR PARTE DAS VAGAS

O levantamento do Data Nordeste também permite analisar a geração de empregos a partir de recortes territoriais.

Considerando toda a área de atuação da Sudene, que inclui os nove estados nordestinos e o Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, foram criados 16.593 empregos em julho.

No Semiárido, o saldo chegou a 12.614 novos postos, correspondente a 66,5% do resultado obtido pelo Nordeste.

Já os municípios localizados no bioma Caatinga registraram 10.703 empregos formais, o equivalente a 56,4% do saldo regional.

PERFIL DOS NOVOS TRABALHADORES

Os homens foram responsáveis pela maior parcela dos novos empregos criados no Nordeste em julho.

Eles somaram 12.036 postos, correspondentes a 63,4% do saldo regional. Entre as mulheres, o saldo foi de 6.937 vagas, equivalente a 36,6%.

O salário médio informado entre os trabalhadores admitidos foi de R$ 2.137,57 para homens e R$ 2.141,05 para mulheres.

Na análise por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo apresentaram o maior saldo, com 15.116 novos empregos.

Por faixa etária, o destaque ficou com os trabalhadores de 18 a 24 anos, que concentraram 16.830 novos postos de trabalho no mês.

Também foram registrados saldos positivos entre pessoas de até 17 anos, com 1.061 vagas; de 25 a 29 anos, com 627; e de 40 a 49 anos, com 324.

Daniel Sousa

Autor no Blog do Daniel Sousa.

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