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União Progressista mantém neutralidade nacional, mas Maranhão expõe divisão entre Fufuca e Pedro Lucas

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República, mas a estratégia nacional ganha contornos diferentes nos estados. No Maranhão, os dois partidos que integram a federação estão em lados opostos na disputa pelo Governo do Estado.

Levantamento com base nas atas das convenções mostra que a União Progressista está em alianças com o PL em 11 estados e com o PT ou a Federação Brasil da Esperança em outros quatro. Em 12 estados, entre eles o Maranhão, não há aliança formal da federação com nenhum dos dois principais campos políticos nacionais.

A liberdade para que os diretórios estaduais construam seus próprios acordos deixou clara a divisão no Maranhão. O Progressistas, comandado pelo deputado federal André Fufuca, se afastou do grupo do governador Carlos Brandão e passou a apoiar o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide. Fufuca também consolidou sua candidatura ao Senado.

O União Brasil, liderado no estado pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, permaneceu no grupo governista e oficializou apoio a Orleans Brandão, candidato do MDB ao Governo do Maranhão.

A posição foi reafirmada na convenção estadual do União Brasil, realizada na última quarta-feira, 5, em São Luís. O partido homologou 36 candidatos a deputado estadual e federal e confirmou Pedro Lucas como candidato à reeleição para a Câmara.

Pedro Lucas chegou a disputar a indicação para o Senado, mas recuou depois que Roseana Sarney anunciou que também concorreria ao cargo. A entrada da ex-governadora mudou a composição da chapa governista e levou o deputado a retirar seu nome da disputa majoritária.

Durante a convenção, Pedro Lucas afirmou que a decisão foi construída por meio do diálogo e que o recuo fazia parte de um projeto maior para o partido e para o Maranhão.

O União Brasil chegou a apresentar uma chapa própria para o Senado, com o vereador de São Luís Marquinhos como candidato. A composição, porém, não avançou nas negociações com o Progressistas.

Depois das tratativas, a Federação União Progressista decidiu lançar apenas André Fufuca para o Senado. Fernando Fialho, do PSDB, ficou como primeiro suplente e Sargento Barbosa, do Progressistas, como segundo. Com isso, o União Brasil retirou sua candidatura própria ao Senado e concentrou sua participação na chapa de Orleans.

A situação deixa uma particularidade na eleição maranhense. Embora União Brasil e Progressistas estejam reunidos na mesma federação, cada partido segue um caminho na disputa pelo Governo do Estado. O União Brasil apoia Orleans, enquanto o Progressistas está com Braide.

A federação mantém formalmente a neutralidade na disputa estadual, mas seus principais nomes já escolheram seus lados. Fufuca disputa o Senado ao lado de Braide, enquanto Pedro Lucas apoia Orleans e busca permanecer na Câmara.

O Maranhão mostra, assim, como a neutralidade nacional da União Progressista permite alianças diferentes nos estados. No caso maranhense, a estratégia colocou os dois partidos da federação em projetos políticos concorrentes, sem impedir que cada um mantenha sua própria articulação para 2026.

com Informações:blog  o informante

 

Categoria: Notícias

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